O graffiti da nova economia

Você tem um muro lindo e gostaria de uma arte nele?
Você é artista e queria pintar sua arte num muro, tranquilamente, sem tomar enquadro?
Color+City é um site que faz a união do muro com o artista, em qualquer lugar do Brasil.
Você cadastra seu muro, tira fotos e espera para ver se algum artista tem interesse em pintar ele. O artista que se interessar, reserva o muro e tem até 15 dias para aparecer para pintá-lo. Muro autorizado, é só fazer a arte!
Todos ganham: a cidade, os artistas, o muro, você e eu. 😉

Vocês ainda vão ouvir muito falar disso, mas adianto aqui. Essa é a Fluxonomia 4D (Economia Criativa + Economia Compartilhada + Economia Colaborativa + Economia Multivalores) que está em todo esse processo do Color+City:
– 1D fator cultural: existe uma abundância de talentos dos artistas;
– 2D fator ambiental: a cidade está muito cinza e precisa de uma corzinha;
– 3D fator social: isso gera uma interação: quem olha, quem conversa, quem tem o muro e quem pinta!
– 4D fator monetário: é tudo feito na base da troca, sem envolver money.
A fluxonomia 4D depende de tudo isso para funcionar. E depende muita da confiança que existe entre todos nós. E só tem ganha-ganha e abundância sempre! Pesquise, coloque seus óculos e veja 4D a partir de hoje!


O significado de uma estrela

tina2Há uns anos atrás, resolvemos voltar para nossa casa em Atibaia por um tempo, devido o aluguel alto que pagávamos aqui em Sampa. Amo aquela cidade e a tranquilidade que ela me traz. Um dia antes do meu aniversário, me perguntaram se eu não queria uma cachorrinha, pois ela iria morar num apartamento muito pequeno. Eu aceitei e ela me aceitou. Bom, mais ou menos assim. Em casa, Tina ficava me observando de longe e tinha um certo receio quando eu me aproximava dela.

Andando pela cidade, que trazia mil lembranças da minha infância, entrei na biblioteca. Lá estavam aquelas mesinhas e cadeirinhas pequenas e lembrei do dia que minha mãe me levou ali e folheamos o livro O Pequeno Príncipe. Eu não sabia ler, mas lembro dos desenhos.
Resolvi que deveria ler ele de verdade e pedi para retirá-lo. Me disseram: “É que aqui é seção infantil, mas você pode retirá-lo na seção de adultos mesmo.” Eu queria tanto reviver aquilo e sentar nas mesinhas pequenas, que me confundi nas seções!
Então fui para casa com o livro, sabia mais ou menos do que se tratava, mas não tinha ideia que aprenderia tanto com ele.
Todos os dias, durante aquela semana, me sentei na mesma cadeira no quintal e lia uma parte do livro. Tina ficava bem longe de mim, dormindo. Conforme foram passando as páginas e os dias, eu gostava mais. Cheguei naquela parte do livro, que o autor fala da relação do príncipe com a raposa, quando um se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. Comecei a prestar atenção, que a cada dia Tina dormia mais perto da minha cadeira. Até que ela dormiu embaixo da cadeira e um dia se sentou no meu colo! Me assustei! Mas me fez pensar como ela parecia uma raposa e que talvez eu também tivesse cativado ela, como na história.
Terminei o livro, virei a última página e lá estava o desenho de uma estrela feita pelo autor. Lembrei também do quanto minha mãe gostava de estrelas e me contava o nome delas quando olhávamos para o céu.
A estrela virou tatuagem, para eu lembrar da minha raposinha e da minha mãe. E lembrar de como um desenho tão simples pode fazer história, como fez Saint Exupéry.
tina“– É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.”.
Trecho do livro O Pequeno Príncipe – Saint Exupéry

Uma tarde na Vila Mariana…

Gosto de lugares acessíveis, daqueles que você entra, fica à vontade, ninguém fica perguntando onde vai ou lendo as regras para você. Se for de graça também é bom.
E existem 4 lugares na Vila Mariana, ali, descendo no metrô Santa Cruz, que são assim:

Casa Modernista, clique nas imagens para ampliá-las.

Casa Modernista (1)na Rua Santa Cruz, de arquitetura simples, projetada por Gregori Warchavchik, para ele mesmo. Foi considerada a primeira casa modernista do Brasil. Fica dentro do Parque Modernista e com um belo jardim ao redor, projetado por Mina Klabin. Imaginar o que ele viveu ali dentro é a melhor parte da visita.

Exposição Mário de Andrade e seus dois pintores

Na Rua Berta, o Museu Lasar Segall (2), foi moradia e ateliê deste artista. Idealizado como museu, pela viúva Jenny Klabin Segall, foi reaberto ao público em setembro e possui um café, biblioteca e vários cursos. A casa também foi projetada por Gregori Warchavchik, que já que ele estava por ali, resolveu fazer alguns projetos pelo bairro.

Ainda na Rua Berta, há diversas casinhas germinadas e modernistas. Também projetadas por ele e construídas pela família Klabin, que como podem ver, também estavam pelo bairro.
v.mariana1Em uma das casinhas está o Lab de Garagem (3). Ótimo para quem se interessa por tecnologia e precisa de ajuda para construir seus projetos independentes. Eles estão lá para auxiliar e também vender todos os equipamentos que precisar. Também tem workshops como, o de Arduino e de impressora 3D, que eu fiz há um tempinho. Os caras são muito simpáticos e dispostos a sanar todas as dúvidas.

E por fim, para desestressar, visite o Instituto Luz (4), na mesma rua. Todas as sexta-feiras, das 14hs às 17h, você pode levar 1 pacotinho de café ou leite em pó e receber aplicação de Reiki gratuitamente. É gratificante!

E depois de todo esse passeio eclético, espero que você tenha gostado e se identificado com algum. Pegue o mapa e visite, vale a pena!
stacruz

Mas é isso que você faz?

buraco

Esta semana a profissão de designer foi regulamentada. Tenho acompanhado isso há muuuuitos anos, bem de longe. Afinal, o nome da profissão ou se ela faz de mim uma profissional melhor, não é o mais importante.
Quem nunca escutou a frase do título desse post? Sim, eu já escutei e ainda outras como: “Mas um desenho tão pequeno e você vai me cobrar?”, “O meu sobrinho faz isso também e tem 12 anos”, “Vou desenhar estampas como você, veio o Photoshop junto com minha câmera digital”, “Mas você vai me cobrar? Somos amigos!”, “Você pode fazer de graça e ainda fica no seu portfólio” e “Você passa o dia desenhando plaquinhas de banheiros?”. Sim, tudo verídico!

Quando uma criança adoece, todos sabem onde levá-la e pagam por isso. Mas muita gente não sabe para que serve o design. Pode não parecer, mas os designers também estudaram, estão doando seu tempo e serviço para o cliente.
A dificuldade é mostrar que algo tão abstrato e intangível, como o design, solucionará os problemas dos outros. E os clientes querem resultados e não um simples desenho. No momento que o designer consegue entender que ele não vende um desenho e sim, entrega a solução de um problema para o cliente, ele se torna reconhecido.
É aí que entra a empatia, o respeito e criatividade durante o projeto. E isso não vêm da Universidade, da empresa que trabalham, nem da lei regulamentada.
Também seria bom reconhecer tudo isso no trabalho do designer que você escolher, porque, com certeza ele não escolheu essa profissão por dinheiro. Ele faz isso porque gosta.