É a mesma pessoa!


É a mesma pessoa?
Sim, é a mesma pessoa com 30 graiiis de diferença. Mas que consegue se adaptar ao clima, a lugares e roupas! Odeio cachecol, assim como odeio óculos de sol! Deu pra ver! Hauhaua É a mesma pessoa que se adapta ao horário, as mudanças, as milhões de casas e camas que já teve. É a mesma pessoa que, às vezes fala demais e que ama te ouvir. É a mesma pessoa que te olhou no olho, seja vc branco, negro, amarelo, rosa ou verde e se adaptou às suas dores e sabores. É a mesma pessoa que se sentou contigo na praia ou no frio congelante no meio da cidade e compartilhou aquele momento contigo. É mesma que não vê televisão, mas assiste uma temporada inteira de A Fazenda pelo you tube e aprende muito com a relação entre as pessoas! hahauhau É a mesma pessoa que tenta ser ela mesma e manter a saúde mental e física num dia horrível e num dia bom! É a mesma pessoa que dança, chora, bebe, come pra caralho e dá muita risada num mesmo minuto! É a mesma que escuta um pagode bahiano e um hard rock “destroy everything”! Que faz a coreografia do Tchacabum inteira, ma que dá mosh no palco! É a mesma pessoa que ama sua família, mas que tem uma família em cada lugarzinho do mundo. É a mesma pessoa que tem amigos gays, heteros, machistas e veganos! É a mesma pessoa que te escuta falar sobre a Bíblia e sobre vidas passadas, ETs e essa porra toda do desconhecido! É a mesma pessoa que te escutou defender o Bolsonaro e que escutou vc dizer q não votou no Lula pq ele não tinha um dedo. É aquela q se caga de medo, mas vai sozinha e com medo mesmo. Mas é aquela que quando está lá, quer estar aqui e que qdo está aqui, quer estar lá. É aquela q desenha e depois pensa “como é q eu fiz essa coisa linda?”. As duas estão aqui aprendendo e tentando ser gente boa! E o que faz uma ser melhor que a outra? Nada! Assim como eu e vc. #lifeisajourney #adaptesecamaleoa #vamojunto #éumaviagemsemvolta #gratidaoacadaserhumaninho #amovcs #amoir #nuncagostodavolta #vamosbeber #viaje #vaiquedacerto #falacomigo #aaaahhavida

Mais um pouquinho de Lasar Segall

segall2escrevi aqui sobre o Museu Lasar Segall, mas como estou sempre por ali na Vila Mariana, fui de novo! Agora a exposição também era sobre Lasar Segall e também suas viagens e a mudança para o Brasil. Como havia dito no outro texto, os Klabin estão em todas e claro, Jenny Klabin, esposa de Segall, aparece nesta expo. Eis que um texto explica tudo. Jenny Klabin era uma jovem aluna das aulas de desenho de Segall. E depois de alguns anos, se reencontraram e se apaixonaram. Muita amor!
A expo é pequena, mas traz um pouco mais de detalhes sobre a vida do artista e suas intimidades. Há também alguns pertences e móveis dele e da sua família, o que nos leva a imaginar como era sua vida pelo bairro e com Jenny.

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A outra expo é do fotógrafo Facundo de Zuviría, um argentino que registra imagens de portas e janelas de Buenos Aires. Para eu que amo portas e janelas, e as de Buenos Aires são interessantíssimas, foi surpreendente. Todas as imagens são em preto e branco e mostram uma cidade que já teve seu glamour e agora com a maioria de suas “tiendas” fechadas e com suas fachadas grafitadas. Uma pena, mas interessante. Deu saudade de Buenos Aires!

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Museu Lasar Segall
Idas e vindas | Segal e o Brasil – até 04 de julho de 2016.
Frontalismo | Facundo de Zuviría – até 07 de março de 2016.
R. Berta, 111 – Vila Mariana, São Paulo – SP.
Entrada gratuita.

Empatia em SP

sampaDifícil encontrar pessoas com empatia, principalmente numa cidade como São Paulo. Você acorda, sai correndo, entra no seu transporte, troca algumas palavras com o pessoal do trampo e faz tudo de novo pra voltar para casa. Nem quando nos falamos nas redes sociais, entendemos que ali podemos praticar a empatia.
Em que momento você conseguiu parar, olhar para alguém e realmente perguntar com toda a curiosidade do mundo: “Tudo bom com você?”? E depois não pensar na resposta como algo previsível, mas sim escutar e entender o que aquilo significa para esse alguém.
Difícil, é tudo tão automático. O “tudo bem?”, não é mais usado para saber se o outro está bem, ele é tipo um cumprimento mesmo, um “oi”. Mas meu amigo, se você não responder que está “tudo bem”, é uma ofensa. Que gera fofocas, que afasta pessoas e uma palavra transforma todas as relações.
O ponto é: a única coisa que você pode esperar de uma pessoa, é o que VOCÊ deu a ela.
Se você realmente quiser que ela fale com você, te entenda, te trate bem, se abra, te beije ou te abrace, diga isso a ela!

O designer aprende a fazer isso desde os seus primeiros projetos. A empatia é essencial para ele entender o que o cliente precisa e acertar na mosca! Ele é um gênio? Não, ele pára para te escutar, ele entende aquilo que está na sua cabeça e o que você esteve disposto a dizer a ele. E assim, ambos fizeram um bom trabalho!

Hoje, olhando essa cidade de cima, pensei: “Será que essas pessoas sabem o que estão fazendo ali embaixo?”. Me senti tão pequena vendo o tamanho dessa cidade, tudo o que foi e é feito para ela ser assim. São Paulo, não é feita de prédios e sim de pessoas que estão dentro deles. Olhe para dentro.