Empatia em SP

sampaDifícil encontrar pessoas com empatia, principalmente numa cidade como São Paulo. Você acorda, sai correndo, entra no seu transporte, troca algumas palavras com o pessoal do trampo e faz tudo de novo pra voltar para casa. Nem quando nos falamos nas redes sociais, entendemos que ali podemos praticar a empatia.
Em que momento você conseguiu parar, olhar para alguém e realmente perguntar com toda a curiosidade do mundo: “Tudo bom com você?”? E depois não pensar na resposta como algo previsível, mas sim escutar e entender o que aquilo significa para esse alguém.
Difícil, é tudo tão automático. O “tudo bem?”, não é mais usado para saber se o outro está bem, ele é tipo um cumprimento mesmo, um “oi”. Mas meu amigo, se você não responder que está “tudo bem”, é uma ofensa. Que gera fofocas, que afasta pessoas e uma palavra transforma todas as relações.
O ponto é: a única coisa que você pode esperar de uma pessoa, é o que VOCÊ deu a ela.
Se você realmente quiser que ela fale com você, te entenda, te trate bem, se abra, te beije ou te abrace, diga isso a ela!

O designer aprende a fazer isso desde os seus primeiros projetos. A empatia é essencial para ele entender o que o cliente precisa e acertar na mosca! Ele é um gênio? Não, ele pára para te escutar, ele entende aquilo que está na sua cabeça e o que você esteve disposto a dizer a ele. E assim, ambos fizeram um bom trabalho!

Hoje, olhando essa cidade de cima, pensei: “Será que essas pessoas sabem o que estão fazendo ali embaixo?”. Me senti tão pequena vendo o tamanho dessa cidade, tudo o que foi e é feito para ela ser assim. São Paulo, não é feita de prédios e sim de pessoas que estão dentro deles. Olhe para dentro.