Desenhe sua vida

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Fonte: unsplash.com

Os primeiros passos que um designer utiliza para começar um projeto é pensar sobre o problema que lhe foi exposto. Por exemplo: reformular um logo, um novo produto para uma loja, um sistema para facilitar compras… Qualquer que seja o problema devemos pensar nele, fazer pesquisas, realizar brainstorming e nunca pensar na solução. Devemos ampliar nosso pensamento, trocando informações com outras pessoas, pesquisando o ambiente e quem irá usufruir do projeto. Se pensarmos na solução nesta etapa nos limitamos às primeiras ideias. Assim, com todos os pensamentos organizados, partimos para criação e nesta etapa já sabemos como fazer.

Na vida real podemos usar a mesma ferramenta para nossos problemas cotidianos. Pensar no que se quer fazer da vida, pensar em mudar de país, pensar em mudar de carreira, coisas assim que causam uma certa dúvida e parecem não ter soluções. Mas tem sim!
Basta pensar e fazer perguntas poderosas para si mesmo:
O que eu amo fazer? Quem poderia me ajudar nisso? O que eu posso fazer para conseguir isso?
Depois disso vc para e sente. Sinta se aquilo q você respondeu nas perguntas gera um sentimento bom para você. Se sim, você já saberá como realizar tudo para que se torne realidade. Por isso, naquela fase das perguntas poderosas, nunca pergunte “Como?”, pois é neste momento que a resposta virá como consequência do seu sentimento bom.

Não é simples, pois é difícil olhar para dentro de si e entender por onde começar!
Mas comece e você verá os resultados.

Faça e compre sua caneta Bic!

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Neste link você pode customizar a sua Bic, escolhendo a cor da tampa, do corpo, da carga e da tampinha que fecha a caneta. E o mais legal é que você pode colocar algo escrito nela! É super fácil de fazer e no site está tudo explicadinho.
Depois de feito, você compartilha o link da sua caneta para votação. As 10 canetas que conquistarem mais votos em 10 dias, ganham 60 unidades exclusivas do projeto e um Samsung Galaxy S6. 32GB.
Maaaas, ao terminar de customizar, existe a opção de comprar a caneta feita por você. No mínimo 15 canetas por volta de R$39,00. Achei que vale a pena! Faz para os amigos, para divulgar seu trabalho, para a empresa, para dar de presente, para um grupo que você faz parte e todo mundo paga e customiza junto!
O projeto Bic-se fica no ar até 15/12/2015. Você também pode ver as Bics já criadas, aqui.

Um pouco de história
László Biró desenvolveu em 1938 as canetas Biro, que possuíam tintas de secagem rápida e ponta de esfera. Mas em 1958, na França, Marcel Bich adquiriu a patente dessas canetas e criou a versão descartável, a Bic. Foram vendidas 3 trilhões delas por ano, na década de 90 e até hoje são muito utilizadas.
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Fonte: Livro O Design do Século – Tambini, Michael


Mas é isso que você faz?

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Esta semana a profissão de designer foi regulamentada. Tenho acompanhado isso há muuuuitos anos, bem de longe. Afinal, o nome da profissão ou se ela faz de mim uma profissional melhor, não é o mais importante.
Quem nunca escutou a frase do título desse post? Sim, eu já escutei e ainda outras como: “Mas um desenho tão pequeno e você vai me cobrar?”, “O meu sobrinho faz isso também e tem 12 anos”, “Vou desenhar estampas como você, veio o Photoshop junto com minha câmera digital”, “Mas você vai me cobrar? Somos amigos!”, “Você pode fazer de graça e ainda fica no seu portfólio” e “Você passa o dia desenhando plaquinhas de banheiros?”. Sim, tudo verídico!

Quando uma criança adoece, todos sabem onde levá-la e pagam por isso. Mas muita gente não sabe para que serve o design. Pode não parecer, mas os designers também estudaram, estão doando seu tempo e serviço para o cliente.
A dificuldade é mostrar que algo tão abstrato e intangível, como o design, solucionará os problemas dos outros. E os clientes querem resultados e não um simples desenho. No momento que o designer consegue entender que ele não vende um desenho e sim, entrega a solução de um problema para o cliente, ele se torna reconhecido.
É aí que entra a empatia, o respeito e criatividade durante o projeto. E isso não vêm da Universidade, da empresa que trabalham, nem da lei regulamentada.
Também seria bom reconhecer tudo isso no trabalho do designer que você escolher, porque, com certeza ele não escolheu essa profissão por dinheiro. Ele faz isso porque gosta.