Mas é isso que você faz?

buraco

Esta semana a profissão de designer foi regulamentada. Tenho acompanhado isso há muuuuitos anos, bem de longe. Afinal, o nome da profissão ou se ela faz de mim uma profissional melhor, não é o mais importante.
Quem nunca escutou a frase do título desse post? Sim, eu já escutei e ainda outras como: “Mas um desenho tão pequeno e você vai me cobrar?”, “O meu sobrinho faz isso também e tem 12 anos”, “Vou desenhar estampas como você, veio o Photoshop junto com minha câmera digital”, “Mas você vai me cobrar? Somos amigos!”, “Você pode fazer de graça e ainda fica no seu portfólio” e “Você passa o dia desenhando plaquinhas de banheiros?”. Sim, tudo verídico!

Quando uma criança adoece, todos sabem onde levá-la e pagam por isso. Mas muita gente não sabe para que serve o design. Pode não parecer, mas os designers também estudaram, estão doando seu tempo e serviço para o cliente.
A dificuldade é mostrar que algo tão abstrato e intangível, como o design, solucionará os problemas dos outros. E os clientes querem resultados e não um simples desenho. No momento que o designer consegue entender que ele não vende um desenho e sim, entrega a solução de um problema para o cliente, ele se torna reconhecido.
É aí que entra a empatia, o respeito e criatividade durante o projeto. E isso não vêm da Universidade, da empresa que trabalham, nem da lei regulamentada.
Também seria bom reconhecer tudo isso no trabalho do designer que você escolher, porque, com certeza ele não escolheu essa profissão por dinheiro. Ele faz isso porque gosta.