O verdadeiro custo da moda

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The True Cost movie

The True Cost é um documentário sobre o valor que damos para a moda, mas acredito que poderíamos pensar em algo além de roupas. É um tapa na cara e é de chorar. Então se você estiver afim de ver uma comédia romântica, deixe-o para outro dia.
Para quem trabalha ou trabalhou com moda, mesmo indiretamente, algumas coisas apresentadas no filme já surpreendem, mas comove pelo fato de que não são somente estes profissionais que estão ligados a tudo que é mostrado no filme, todos nós estamos. E por isso, pensar em mudanças é urgente e necessário.

Se alguma vez você reclamou do seu ambiente de trabalho, do calor, do frio do ar condicionado, do baixo salário, de algo que parecia insalubre demais para você, imagine então o prédio que você trabalha caindo em cima de você e de seus colegas de trabalho. E o que muda depois que um prédio cai e mata mais de 900 trabalhadores? Nada. Eles apenas estavam ali ganhando alguns dólares para costurar roupas de uma grande empresa de moda, que se nega a ser responsável pela vida deles.
E ainda assim, o que fazemos para mudar uma situação dessas? Continuamos consumindo, amando comprar roupas a cada dia e adoramos contribuir para que mais e mais pessoas trabalhem nestas condições.

A empresa Monsanto é citada no filme como fornecedora de sementes de algodão para pequenos fazendeiros da índia. Para fazer os tecidos lindos das nossas roupinhas, essas sementes foram modificas geneticamente, além de serem caríssimas. O alto custo das sementes gera uma dívida infinita aos fazendeiros que, quando já não conseguem pagá-la, bebem inseticidas e se suicidam. Muitas pessoas que vivem no local possuem doenças crônicas, devido ao uso dos inseticidas nas muitas plantações de algodão que existem por lá. Mas acredite, as empresas que produzem as sementes, os inseticidas e remédios para tratamento destas doenças, são as mesmas!
Por isso digo que este é o real custo das nossas vidas e não só da sua roupa. Tudo que consumimos está ligado. Alguém se lembra que a Monsanto também é a empresa que produz os alimentos industrializados que comemos todos os dias?
Pois então pense no que consome, compre do pequeno produtor, se dedique a colocar sobre o seu corpo e dentro dele o que realmente é bom para você. Assim você não alimentará esta indústria que te cerca por todos os lados.

Dicas:
– Leia sobre o Fashion Revolution, em breve escreverei mais sobre este tema.
– Entenda o que é o Lowsumerism.
Procure mudar seus hábitos a cada dia, antes que eles mudem a sua vida.

 

Mais um pouquinho de Lasar Segall

segall2escrevi aqui sobre o Museu Lasar Segall, mas como estou sempre por ali na Vila Mariana, fui de novo! Agora a exposição também era sobre Lasar Segall e também suas viagens e a mudança para o Brasil. Como havia dito no outro texto, os Klabin estão em todas e claro, Jenny Klabin, esposa de Segall, aparece nesta expo. Eis que um texto explica tudo. Jenny Klabin era uma jovem aluna das aulas de desenho de Segall. E depois de alguns anos, se reencontraram e se apaixonaram. Muita amor!
A expo é pequena, mas traz um pouco mais de detalhes sobre a vida do artista e suas intimidades. Há também alguns pertences e móveis dele e da sua família, o que nos leva a imaginar como era sua vida pelo bairro e com Jenny.

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A outra expo é do fotógrafo Facundo de Zuviría, um argentino que registra imagens de portas e janelas de Buenos Aires. Para eu que amo portas e janelas, e as de Buenos Aires são interessantíssimas, foi surpreendente. Todas as imagens são em preto e branco e mostram uma cidade que já teve seu glamour e agora com a maioria de suas “tiendas” fechadas e com suas fachadas grafitadas. Uma pena, mas interessante. Deu saudade de Buenos Aires!

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Museu Lasar Segall
Idas e vindas | Segal e o Brasil – até 04 de julho de 2016.
Frontalismo | Facundo de Zuviría – até 07 de março de 2016.
R. Berta, 111 – Vila Mariana, São Paulo – SP.
Entrada gratuita.

Do whatever you want, de graça!

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Fonte: Unsplash.com

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